Aconteceu na manhã desta segunda-feira (09/10), na Assembleia Legislativa da Bahia em Salvador, audiência pública sobre “Os impactos da reestruturação dos bancos públicos na economia baiana”, convocada pelo deputado Jean Fabrício (PCdoB/BA). A sessão foi aberta pelo presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que compôs a mesa com representações de lideranças das instituições.

O evento discutiu a gravidade do fechamento de agências no Estado e a diminuição do quadro de funcionários da Caixa, Banco do Brasil e BNB, o que têm gerado transtornos para a população baiana.

Além do presidente do Sindicato dos Bancários de Irecê e Região, Carlos Alberto, participaram da audiência os presidentes de sindicato da Bahia, Jequié, Feira de Santana, Juazeiro, Jacobina, Extremo Sul da Bahia, Camaçari, Barreiras e Itabuna.

Em nome dos sindicatos do interior, a presidenta do Sindicato dos Bancários de Feira de Santana, Sandra Freitas, falou sobre a necessidade de ampliação da luta em defesa dos bancos públicos, trazendo vários setores da sociedade, e cobrando o apoio de todos os parlamentares.

O evento bastante participativo, reuniu também representantes de associações e centrais sindicais, parlamentares e gestores públicos do Estado da Bahia.

O desmonte dos bancos públicos foi criticado pelo presidente da CTB-BA, Pascoal Carneiro, presente ao evento. Para ele, “O governo Temer governa para o capital financeiro e não tem qualquer compromisso com a classe trabalhadora e/ou com o país”, afirmou.

De acordo com dados apresentados durante audiência, do total de R$ 61 bilhões dos recursos investidos pelos bancos no país, R$ 49 bilhões vieram das instituições públicas e apenas R$ 12 bilhões foram dos privados.

As áreas de habitação e saneamento básico, por exemplo, recebem financiamento de 77% e 80% das estatais, respectivamente. Outro dado apresentado se refere a 56% do crédito ofertado para os brasileiros, também originado pelos bancos públicos.

Para Emanoel Souza, (FEEB BA/SE), “a defesa dos bancos públicos é a defesa de mantermos viva a esperança de um projeto de nação soberana. Os bancos públicos são o instrumento do Estado brasileiro, não interessa qual seja o governo, para intervir na economia em favor do desenvolvimento econômico”.

Da Redação com CTB Bahia