Os bancários da Bahia e Sergipe realizaram uma grande Conferência neste sábado, 1º de junho, em Salvador. Mesmo com apenas um dia, o evento conseguiu debater os temas mais importantes para os trabalhadores brasileiros neste momento. A plenária final aprovou inclusive a participação da categoria na greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 14 de junho.

A unidade foi a grande marca do evento, que reuniu 355 delegados e delegadas, oriundos das bases dos sindicatos de Sergipe, Bahia, Camaçari, Irecê, Jacobina, Jequié, Ilhéus, Itabuna, Juazeiro, Vitória da Conquista, Feira de Santana, Oeste e Extremo Sul da Bahia.

Na parte da manhã, o evento debateu conjuntura e reforma da previdência, com um auditório lotado e atento. Após o almoço, os participantes voltaram para discutir campanha nacional, emprego, defesa dos bancos públicos e impactos das novas tecnologias no setor bancário. Foram realizados também encontros para debater as demandas específicas dos empregados da Caixa, Banco do Brasil e BNB, com eleição da delegação para os encontros nacionais, além de uma reunião dos empregados dos bancos privados.

Na plenária final, os delegados e delegadas aprovaram, por unanimidade, uma moção de repudio à implantação do compartilhamento das estações de trabalho piloto do trabalho remoto e remanejamento dos técnicos bancários das áreas administrativas para as agências. Decidiram também ampliar a luta em defesa do emprego e das conquistas; a defesa dos bancos públicos para construção de um projeto de soberania nacional; contra o funcionamento das agências bancarias nos fins de semana , além da participação na greve geral no dia 14 de junho.

Para o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, o resultado foi muito positivo. “Esta Conferência nos dá mais ânimo para a gente seguir em frente. Em um clima de unidade, conseguimos debater todos os temas que hoje preocupam os brasileiros e brasileiras que querem construir um país mais justo, que defendem os direitos do povo e dos trabalhadores. Apesar do tempo enxuto, conseguimos debater tudo de uma forma muito objetiva e participativa. Isso também aconteceu nos encontros dos bancos públicos e privados. O nosso desafio agora será a construção da grande greve geral do dia 14 e junho. A Federação já aponta de forma acertada para isso, com a participação de todos os sindicatos e dos delegados e delegadas”, ressaltou.

Fonte: Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe