Pressão por metas, sobrecarga de trabalho e preocupação constante com a possibilidade de demissão. Esta é a rotina dos trabalhadores dos bancos no Brasil, confirmada pelos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apontam o fechamento de 9.463 vagas no setor no ano passado. Foram 680 vagas a menos apenas no mês de dezembro de 2019.

O corte do quadro de pessoal é uma política constante dos bancos, que também apostam na redução de gastos com a demissão de trabalhadores mais experientes e capacitados, para a contratação de um funcionário mais jovem, que ganhará um salário menor para desempenhar o trabalho. Os 44.963 bancários demitidos durante o ano ganhavam em média R$ 7.138. Já os 35.500 admitidos no período foram contratados ganhando R$ 4.564. Ou seja, 36% a menos do que os demitidos.

Ao mesmo tempo em que reduzem empregos e salários, os bancos vêm os lucros crescendo, através da cobrança de tarifas pelos serviços e taxas de juros exorbitantes dos clientes. Até setembro de 2019, os cinco maiores bancos do país - Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa - luraram R$ 80 bilhões, aumento de 23,6% em relação ao mesmo período de 2018. Um sonho para os outros setores da economia.

Apesar do desempenho, os bancos insistem em demitir os bancários e precarizar os serviços para os clientes.

Fonte: FEEB BA/SE