Nas redes sociais e nas ruas, os sindicatos em todo o país estão dando o recado contra as demissões nos bancos, nesta quinta-feira (15/10). Os três maiores bancos privados do país – Itaú, Bradesco e Santanderlucraram R$ 68,8 bilhões em 2019 e R$ 21,7 bilhões no primeiro semestre deste ano, mas insistem em demitir os bancários em plena pandemia de Covid-19.

Para se ter ideia da crueldade, só o Santander demitiu cerca de 1,5 mil funcionários, entre caixas e gerentes gerais, além colocar para fora empregadas grávidas com estabilidade na pandemia. Diretores das entidades afirmaram a clientes e funcionários que, apesar de o Brasil representar 1/3 do lucro mundial, o banco espanhol ainda discrimina os lesionados e persegue os que ajuizaram ação para receber a 7ª e 8ª horas, com diminuição de salário e ameaças de demissão.

Até o momento, o Bradesco demitiu 427 bancários. Nesta terça-feira (13), os bancários promoveram um tuitaço contra as demissões com as hashtags #BradescoNãoDemita #BradescoPenseNoFuturo, em alusão à campanha publicitária na qual o banco convida quem a vê a “experimentar o futuro com o banco”.

No Itaú, os desligamentos já atingiram mais de 400 empregados em todo o país. “O banco teve lucro líquido de R$ 28 bilhões no ano o passado e nos seis primeiros meses de 2020, mesmo com a pandemia, lucrou R$ 8 bilhões. Mas, ao mesmo tempo que desenvolveu campanha publicitária para mostrar seu lado humano, demite funcionários durante a maior crise sanitária vivida pelo país nos últimos 100 anos. Tamanha incoerência não pode ficar oculta. Numa hora dessa, o banco precisa mostrar sua responsabilidade com as pessoas, com o país,” afirmou Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização de Empresa (COE) do Itaú.

A mobilização não vai parar!

Fonte: SEEB BA com CONTRAF