A primeira exposição do 15º Congresso da Feebbase foi da economista e diretora técnica do Dieese Bahia, Ana Georgina Dias, que falou sobre os desafios do mercado de trabalho no Brasil, em especial nos bancos.

Ela mostrou que juntando tecnologia e a fragilização das relações de trabalho contribuiu para diminuir o número de bancários. A reforma trabalhista permitiu que os bancos terceirizassem alguns serviços, que são feitos por outros trabalhadores, que não recebem o mesmo salário, nem tem os mesmos direitos.

Neste aspecto, a necessidade de home office neste momento favoreceu os bancos, que conseguiram cortar gastos administrativos, pois grande parte dos funcionários estão trabalhando de casa, usando os seus próprios recursos para isso. A pandemia ajudou também a aumentar o uso dos meios digitais de atendimento bancário, o que vai impactar também no emprego no setor.

Pesquisa

Ela apresentou também os resultados de uma pesquisa nacional do Dieese sobre o home office dos bancários. O estudo ouviu 8.560 trabalhadores de todos os estados do país.

A pesquisa concluiu que o home office, tão necessário para a proteção da saúde dos trabalhadores durante a pandemia, cria novas demandas e dificuldades, como a inadequação do ambiente da residência para a realização do trabalho, falta de equipamentos e mobiliário adequados, surgimento de novos problemas de saúde, sensação de isolamento, elevação de custos residenciais, falta de controle da extensão da jornada de trabalho, entre outros.

Ainda assim, há uma boa aceitação do novo regime de trabalho pela categoria. Entre os que responderam a pesquisa, 27,7% manifestaram interesse em continuar em home office todos os dias, mesmo após o fim da pandemia, e 42,0% gostariam de adotar um regime misto, entre o home office e o trabalho presencial. Outros 26,5% preferem voltar integralmente ao regime presencial.

Fonte: FEEB BA/SE