O Comando Nacional dos Bancários e o Coletivo de Saúde se reuniram na manhã desta sexta-feira (5/11), para debater as sequelas da covid-19 na categoria, tendo como base os dados da pesquisa sobre o tema, realizada em parceria com a Universidade de Campinas - Unicamp.

Segundo a diretora de Saúde da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andréia Sabino, que participou do debate, os números são assustadores, pois revela a grande quantidade de bancários que tiveram covid-19 e voltaram para o trabalho com sequelas significativas.

“Infelizmente, a categoria bancária já tinha um nível de adoecimento muito grande, principalmente na parte psicológica, por conta da pressão, de metas, dentre outros fatores, e a covid-19 veio para piorar ainda mais a saúde dos bancários. Nós precisamos nos debruçar sobre os números da pesquisa e conversar com os bancos sobre isso. Porque durante a pandemia a gente não teve todo apoio e suporte que os bancários precisavam. Agora está do mesmo jeito e a gente vai precisar discutir muito, como vai ser o apoio a estas pessoas que estão com sequelas”, ressaltou Andréia.

Integrante do Coletivo de Saúde, o diretor de Saúde do Sindicato da Bahia Célio Pereira de Jesus também participou da reunião e se mostrou bastante preocupado com a situação. Em sua intervenção, ele defendeu a importância da responsabilidade subjetiva e objetiva do empregador com os cuidados e tratamento dos bancários que tiveram covid e estão com sequelas que diminuíram a sua capacidade laborativa.

Fonte: FEEB BA/SE