A manutenção da minuta de reivindicações de 2016, a defesa da Cassi e o fortalecimento do BB como banco público são as principais resoluções aprovadas na plenária final do 29º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado na quinta e sexta-feira ( 7 e 8/6), em São Paulo.

A pauta de reivindicações aprovada pelos delegados e delegadas do Congresso aponta também como prioridades a melhoria das condições de trabalho nas agências com contratação de funcionários; melhoria dos escritórios digitais; rejeição da proposta da consultoria Accenture, contratada pelo banco, que apresenta em seu relatório modelos de governança que incluem no nível diretivo gestores externos ao corpo de associados; rejeição da proposta do banco para a Cassi, que quebra a solidariedade e penaliza os menores salários; ampliar a lutar contra a resolução 23 da CGPAR; revisão da tabela PIP no Plano Previ Futuro para melhoria do benefício; incluir os planos de saúde e previdência dos bancos incorporados na mesa de negociação, além da validade do Acordo Coletivo para todos os funcionários sem a discriminação da nova lei trabalhista.

Para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Wagner Nascimento, o Congresso dos Funcionários com a participação de delegadas e delegados de todos os cantos do país expressa a consolidação dos debates feitos nos encontros regionais e assembleias de organização deste evento. “Nossa pauta específica é forjada nos debates envolvendo milhares de funcionários ao longo de toda a organização. Por isso, temos plena consciência que as reivindicações foram bem apresentadas e esperamos o respeito da parte do banco uma negociação produtiva sem perda de direitos e avanço nas questões que mais afetam os funcionários do BB.”

Moções e resoluções políticas

O 29º CNFBB aprovou moções e resoluções políticas apresentadas pela funcionários do BB, dentre elas: o apoio à posse de Paula Goto eleita na Diretoria de Planejamento da PREVI; a moção de repúdio contra as práticas antissindicais do Banco do Brasil e moção de repúdio ao gerente executivo João Gimenez, que fez ataques aos representantes eleitos nas entidades sindicais em sua página pessoal do Facebook; e moção de repúdio ao ataque e perseguição ao companheiro Sebastián Romero, que sofre perseguições na Argentina.

Com informações da Contraf.