Em reunião com a direção do Santander nesta sexta-feira (22/1), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) discutiu o agravamento da covid-19 e reivindicou a retomada do trabalho em regime de teletrabalho, com rodízio das equipes, visando reduzir a aglomeração nos locais de trabalho, bem como um aditivo ao atual acordo de horas negativas.

O Santander se recusou a discutir mudanças no teletrabalho e marcou uma nova reunião para quinta-feira (28), para definir uma posição sobre o banco de horas negativas.

Os sindicatos têm recebido denúncias de que o trabalho voltou ao normal no banco, como se não houvesse pandemia. Muitos gestores não sabem o que fazer quando um bancário tem suspeita de infecção pela covid-19 e essa demora na tomada de decisão pode acabar com a contaminação de outros colegas.

“O banco se recusou a discutir a retomada do home office e reduzir o trabalho presencial. O Santander diminuiu as equipes de rodizio. Nos surpreende que o banco tenha alta taxa de trabalhadores no presencial. Vamos começar a responsabilizar o Santander pelas coisas que estão acontecendo em um momento em que a pandemia se agrava e aumenta o número de mortes pela doença. Na quinta-feira voltaremos a discutir. Queremos falar sobre o banco de horas negativas. Por enquanto, essa discussão está suspensa”, disse coordenadora da COE, Lucimara Malaquias.

A COE questionou ainda o fato dos funcionários serem pressionados a fazerem visitas presenciais a clientes. Os representante do banco disseram que a orientação é para as visitas a clientes serem feitas por vídeo e só ocorrem casos de visitas presenciais “quando é essencial”. Também foi apontado pela COE que o protocolo de ações contra a Covid-19 não está sendo cumprido em diversos locais de trabalho e que as recomendações e orientações acampam tendo interpretações diferentes pelos gestores.

Fonte: FEEB com CONTRAF