Os riscos iminentes relacionados à Previ e à Cassi e a importância do Banco do Brasil foram os focos do encontro com os funcionários da Bahia e Sergipe durante a 23ª Conferência, na tarde deste sábado (31/07). Uma ampla discussão sobre os ataques do governo Bolsonaro contra os direitos dos trabalhadores, privatização, cobrança de metas, teletrabalho, redução do quadro de pessoal e reestruturação.

Fábio Ledo, membro da Comissão dos Empregados, falou sobre a manutenção do BB como indutor do desenvolvimento do país e a luta para manter a governança paritária e impedir os ataques aos fundos de pensão. O BB facilita empréstimos com juros mais baixos aos micros e pequenos agricultores, empresas e comércio em geral e financia esporte, cultura e outras áreas sociais.

O governo quer abrir o mercado para as entidades abertas de previdência complementar. “Na prática, essas ameaças querem tirar a gestão dos trabalhadores e transferir a gestão para os bancos e seguradoras”, reforçou Paula Goto, diretora de Planejamento da Previ.

Os bancários trataram ainda sobre os temas das mesas de debates do congresso nacional, que será nos próximos dias 6 e 8. Os 14 delegados que vão representar a Bahia e Sergipe no evento, entre eles o presidente do Sindicato dos Bancários de Irecê e Região, Carlos Alberto Bezerra, foram eleitos. Na oportunidade, o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Luiz Fukunaga, destacou a intensificação da cobrança de metas como uma das principais mazelas que afetam a saúde dos trabalhadores do BB.

A representante dos funcionários do BB no Caref (Conselho de Administração), Débora Fonseca, fez um alerta sobre o concurso público anunciado pelo banco. Segundo ela, 2 mil vagas não vão suprir o número de trabalhadores que se aposentam em um ano. “É uma jogada do governo para dizer que está criando emprego, mas que não é, de fato, uma reposição verdadeira”.

Também aprovaram também a proposta de realização de um encontro nacional de saúde até o final do ano e outro da Previdência, uma resolução contra o Cassi Essencial e em defesa do Cassi Família e Cassi Associado, mais contratações e Fora Bolsonaro.

Com informes do SEEB BA