A inflação continua crescendo m ritmo galopante, em março o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 1,62%. O acumulado do ano soma 3,20% e nos últimos 12 meses, o IPCA chegou a 11,30%, a maior taxa para o mês desde o início do Plano Real, em 1994. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8/4).

Desde setembro do ano passado, a taxa acumulada em 12 meses está acima dos 10%. Entre dezembro de 2003 e agosto de 2021, o IPCA só havia superado a barreira dos 10% por quatro meses, entre novembro de 2015 e fevereiro de 2016.

Grupos de despesa importantes para a composição do índice como alimentação, transportes e habitação registram altas de preços acima da média da inflação oficial. Os preços dos alimentos, por exemplo, subiram 11,62% em 12 meses, puxados por itens como cenoura (166,17%), tomate (94,55%) e hortaliças e verduras (33,29%).

Os transportes acumulam alta de preços de 17,37% em 12 meses, puxados pelos combustíveis (27,89%). A gasolina subiu 27,48%, o óleo diesel, 46,47% e o etanol, 24,59%. Também se destacam o transporte por aplicativo (42,74%) e o seguro voluntário de veículos (16,43%).

Já os gastos com habitação tiveram aumento de 15%, com variações de preços de 28,52% para energia elétrica residencial e de 29,80% para os combustíveis domésticos, o que inclui o gás de cozinha.

INPC

Usado para calcular o impacto dos preços nas famílias que ganham entre um e 5 salários mínimos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 1,71% em março, chegando a um acumulado de 3,42% em 2022 e 11,73% nos últimos 12 meses, também a maior variação desde março de 1994.

Segundo o IBGE, os produtos alimentícios passaram de 1,25% em fevereiro para 2,39% em março. Os não alimentícios também aceleraram 1,50%. A variação foi de 0,92% no mês anterior.

Todas as regiões pesquisadas tiveram alta de preços em março. O menor resultado ocorreu na região metropolitana de Belém (1,44%), em função da queda na energia elétrica (-2,98%). A maior variação ficou com a região metropolitana de Curitiba (2,54%), influenciada pelas altas de 11,55% na gasolina e de 20,22% nos ônibus urbanos.

Com o aumento constante dos combustíveis e a falta de políticas do governo para conter os preços, a tendência é de que a inflação continue a crescer nos próximos meses, corroendo ainda mais os rendimentos dos trabalhadores.

Fonte: FEEB BA/SE