"Sem sonho, esperança e luta nada se conquista. Vamos juntos construir uma Caixa pública cada dia mais forte para todos os brasileiros".

O ano de 2017 chega ao fim com uma grande vitória para os empregados da Caixa e a sociedade brasileira. A ameaça de que o banco se tornasse uma empresa sociedade anônima, que vinha desde 2016 e alteraria significativamente a composição e papel social da instituição financeira, foi finalmente retirada de pauta. E para isso foi preciso muita luta – que nesse momento não se encerra, mas, pelo contrário, nos fortalece e renova as esperanças para 2018.

A grande mobilização para defender a Caixa foi alicerçada em seus empregados, em parlamentares comprometidos com o desenvolvimento do Brasil e em diversas entidades associativas e sindicais de bancários, além de outras representativas das mais diversas categorias de trabalhadores que se empenharam para defender empresas, bens e serviços públicos que são patrimônio dos brasileiros. Foram centenas de eventos pelo País, espalhados em protestos nas ruas, audiências em casas legislativas, debates em sindicatos, reuniões nos locais de trabalho.

Uma investida de fôlego e que envolveu milhares de pessoas, em especial as engajadas com os direitos dos empregados da instituição financeira, como a Fenae e a representação no CA. Um grande processo organizativo e de articulação, sempre com a prerrogativa de que defender a Caixa é também defender o Brasil e seu povo. Afinal de contas, a empresa centenária é muito mais do que um simples banco: por trás de tantos números diariamente contabilizados, estão sonhos prestes a se tornar reais, que vão desde a aquisição da casa própria à possibilidade de estudar, entre muitos outros.

Toda essa luta, que rendeu seus frutos, terá de ter continuidade no próximo ano. Serão muitos os desafios: as consequências da reforma trabalhista no dia a dia dos empregados, a ameaça das mudanças na Previdência. Tudo somado a uma realidade extremamente vulnerável, vez que o País retrocede em suas leis e, inevitavelmente, esse descompasso se reflete em intolerância, censura, desrespeito às diferenças, mais desigualdade e violência. Sem contar que estaremos num ano eleitoral, quando as disputas serão acirradas e uma nova etapa da história brasileira será construída.

Nós, empregados da Caixa, que sabemos das muitas dificuldades já superadas em décadas recentes, vamos em frente. Saboreamos a vitória que a união e perseverança nos trouxe, e sabemos o caminho para que novas conquistas surjam. Como na música de Gonzaguinha, vamos juntos ter “fé na vida, fé no homem, fé no que virá”, porque “nós podemos tudo, nós podemos mais”, e sabemos o valor de seguirmos juntos. Que venha o novo ano!


* Rita Serrano é representante dos empregados da Caixa no Conselho de Administração e coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. É também da Diretoria da Fenae.

Artigo publicado no Jornal Caixa, rede interna de comunicação do banco