Ao mesmo tempo em que demite funcionários e precariza o atendimento aos clientes, o  Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (26/9), que pretende retirar o limite máximo de 45% do lucro líquido consolidado recorrente para a remuneração dos acionistas via juros sobre capital próprio e dividendos.

A proposta prevê que o cálculo anual de remuneração vai incluir análise de lucratividade e demandas de capital do grupo, "sempre considerando o mínimo previsto no estatuto", de 35 % do lucro consolidado recorrente. Com isso, o percentual de pagamento aos acionistas poderá variar de ano para ano por conta de lucratividade do grupo e das demandas de capital, sempre sem limites.

Enquanto isso, os bancários são pressionados a cumprir metas absurdas e os clientes enfrentam longas filas para atendimento nas agências. 

É a lógica dos bancos no Brasil.

Fonte: Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe