A Caixa Econômica Federal atingiu lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no primeiro semestre de 2017, crescimento de 69,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o maior lucro semestral da série histórica do banco. No segundo trimestre, o lucro líquido de R$ 2,6 bilhões, avanços de 62,8% em 12 meses e de 73,9% na comparação com o primeiro trimestre de 2017. Os resultados foram divulgados na última terça-feira (26).

Segundo o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, houve redução de 5.486 empregados em relação ao primeiro semestre de 2016. “Este ano tivemos o pagamento de R$ 38,2 bilhões de contas inativas do FGTS, inclusive com trabalho aos sábados, beneficiando mais de 22 milhões de brasileiros. Isso só reforça a importância social da Caixa. Ao mesmo tempo, de forma contraditória, temos a direção do banco realizando cortes de pessoal e de unidades, diariamente. O Brasil precisa de uma Caixa forte e presente, não o contrário”, critica.

Dionísio Reis, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e diretor da Fenae, concorda: a atuação mostra que não há motivos para se reduzir o tamanho do banco. “O resultado financeiro e a importância social da Caixa reforçam que não se pode reduzir a quantidade de trabalhadores e de unidades. Como tenho dito, a presença em todo o país, atendendo a todos os brasileiros, é o grande diferencial da Caixa. Ela tem segurado a economia do país e poderia contribuir muito mais, se não estivesse sendo desmontada”, diz.

Em relação à primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a Caixa não informou quando será feito o pagamento. De acordo com o ACT 2016-2018, o banco tem até o dia 30 de setembro para realiza-lo. A Contraf-CUT enviou ofícios solicitando a antecipação do crédito, mas não obteve qualquer resposta da direção da Caixa.

Defender a Caixa é defender o Brasil

A carteira de crédito da Caixa alcançou saldo de R$ 715,9 bilhões em junho, avanço de 3,5% em 12 meses e participação de 22,8% no mercado. A carteira imobiliária totalizou R$ 421,4 bilhões, alta de 7% em 12 meses. O banco ganhou 1,3 p.p. de participação no mercado imobiliário, mantendo a liderança com 68,1%. Já as operações de saneamento e infraestrutura cresceram 5,3% no período.

Entre janeiro e junho, foram pagos cerca de 78,5 milhões de benefícios sociais, num total de R$ 14,2 bilhões, sendo R$ 13,7 bilhões referentes ao Bolsa Família. Em relação aos programas voltados ao trabalhador, a Caixa realizou 196 milhões de pagamentos, que totalizaram R$ 176,6 bilhões. Também foram realizados 33,7 milhões de pagamentos de aposentadorias e pensões aos beneficiários do INSS, correspondendo a R$ 40,7 bilhões.

Ao final de junho, a Caixa possuía 84,1 milhões de correntistas e poupadores, dos quais 82,1 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas. A rede de atendimento possui 58,3 mil pontos de atendimento. São 4,2 mil agências e postos, 23,5 mil correspondentes Caixa Aqui e lotéricos, e 30,5 mil máquinas distribuídas Brasil afora.

“Todos os dados reforçam a importância da Caixa para o Brasil e os brasileiros. Ela é o banco da casa própria, dos municípios, dos trabalhadores, dos mais carentes. Por isso, defender a Caixa é defender a habitação, o saneamento, a cultura, o esporte, o FGTS. A campanha que vamos lançar no dia 3, no Rio, convoca empregados e sociedade, com o mote ‘Defenda a Caixa Você Também’. Essa luta tem que ser de todos nós”, afirma Jair Pedro Ferreira.

Fonte: FENAE