Nem bem entrou em vigor e a reforma trabalhista imposta pelo governo Temer tem causado uma série de prejuízos aos trabalhadores brasileiros. Os funcionários do Santander sentem na pele. Respaldado pela nova legislação, o banco espanhol acaba de demitir 200 bancários no país.

Detalhe: a demissão em massa sem negociação prévia era proibida pelos tribunais trabalhistas. Mas, a nova legislação agora permite que qualquer empresa desligue quantos trabalhadores quiser na hora que bem entender. O mais agravante é que a maioria das dispensas acontece no exame de retorno médico.

Em alguns casos, o banco desrespeita até funcionários acometidos por doença ocupacional. Como o de uma empregada da Bahia, desligada mesmo depois de o INSS conceder o B91, que dá ao trabalhador estabilidade de 12 meses.

Ciente de que a nova legislação trabalhista dificulta ações judiciais movidas pelo trabalhador, a direção do Santander ainda sugeriu que a bancária recorresse à Justiça. Desrespeito total.

Reação imediata
O Santander sabe. A Convenção Coletiva dos Bancários é valida até 31 de agosto de 2018. Mesmo assim, desrespeita o acordo fechado e assinado com o Comando Nacional dos Bancários.

Os funcionários do banco espanhol devem reagir imediatamente contra os abusos, caso contrário podem ter os direitos importantes cortados, já que a nova legislação trabalhista permite que as empresas façam o que quiserem com os trabalhadores.

O cenário é ruim. Mas, pode ficar pior se não houver unidade. O momento exige que os bancários andem lado a lado com as entidades representativas, para proteger os direitos.

Fonte: SBBA