O dirigente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Nivaldo Santana, afirmou que a central espera que a nova gestão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) se distancie da última. “A presidência de Ives Gandra se caracterizou por uma postura unilateral e sectária em defesa dos interesses empresariais e contra os trabalhadores”, afirmou Nivaldo. Na segunda-feira (26/02), às 17h, o ministro João Batista Brito Pereira assume a presidência do TST.
 
“O movimento sindical espera que o novo presidente do TST tenha maior disposição para dialogar com os trabalhadores assim como demonstre uma posição de defesa da justiça, defesa da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e respeito ao papel dos sindicatos como interlocutores legítimos dos interesses dos trabalhadores”, declarou Nivaldo.
 
Em matéria publicada no portal da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM-CUT), Paulo Cayres, vê com otimismo a sucessão no Tribunal. Ele e diversos dirigentes de centrais, entre elas CTB, Força Sindical e Conlutas, estiveram reunidos com o novo ministro nesta quarta-feira (21). 
 
"Tenho certeza de que teremos novos ares, pelo menos no diálogo", comentou. "O que nós dissemos a ele é que os trabalhadores querem estar presentes, mostrando suas dificuldades e suas contrariedades (com as mudanças na legislação)."
 
Participar do debate sobre as súmulas do órgão é uma das reivindicações das centrais. Cayres informou que as centrais formarão uma comissão permanente para acompanhar este tema. "Um país dessa dimensão, que ainda tem trabalho análogo ao escravo, precisa ter súmulas muito bem debatidas. Queremos participar", afirmou.
 
João Batista Brito tem 65 anos e é natural de Sucupira (MA) e está no Tribunal desde o ano 2000O próximo presidente está no TST desde 2000. 
 
Fonte: O Vermelho