Nesta terça-feira (7), os bancos devem trazer para a mesa de negociação uma proposta global com índice de reajuste para os salários e demais verbas da categoria. O encontro acontece a partir das 10h, na sede da FENABAN, na capital paulista.

BB e Caixa

O Banco do Brasil e a Caixa agendaram rodadas de negociação da pauta específica para o mesmo dia, logo após a reunião com a Fenaban. A expectativa é de que também apresentem suas propostas para o Acordo Coletivo de Trabalho em cada instituição.

As proposições da Fenaban, BB e Caixa serão apresentadas para os trabalhadores, que devem decidir sobre a aceitação ou recusa das mesmas, nas assembleias que os sindicatos realizarão no dia 8 de agosto em todo o país. Os bancários devem deliberar também sobre quais serão as estratégias de luta.

O presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Hermelino Neto, participará das reuniões em São Paulo e passará as orientações do Comando Nacional dos Bancários a cerca das propostas para os sindicatos da base.

Bancos estão devendo proposta

A Fenaban já deveria ter apresentado, no dia 1º de agosto, uma proposta para os dirigentes sindicais que compõem o Comando Nacional dos Bancários. No entanto, solicitaram debater melhor cada cláusula econômica e de igualdade de oportunidades que compõem a pauta de reivindicações. Assim foi feito, com o compromisso de que uma proposta completa seria apresentada no dia 7.

“Destacamos que a categoria espera uma boa proposta com aumento real diante do crescimento de quase 34% no lucro das cinco maiores instituições em 2017, de 20% no primeiro trimestre de 2018 e que segue em alta diante dos balanços do semestre já divulgados”, lembra Juvandia, uma das coordenadoras do Comando.

Setor pode pagar aumento real e respeitar empregos

Os bancos ganham muito graças ao trabalho bancário. Só com a receita de prestação de serviços e tarifas, os cinco maiores que compõem a mesa de negociação (BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander) cobrem quase 140% do total dispendido em despesa de pessoal, que inclui salários, encargos, benefícios, PLR, treinamentos, provisões trabalhistas etc. Ou seja, pagam todos os funcionários com o que ganham com tarifas e ainda sobra muito. Nos três primeiros meses deste ano acumularam o montante de R$ 32,4 bilhões com a receita de tarifas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2017.

A categoria cobra também respeito aos empregos. No primeiro trimestre deste ano, houve queda de 13.564 postos de trabalho comparado ao mesmo período de 2017. Desde 2016 já foram extintos mais de 40 mil empregos no setor.

Da Redação com CONTRAF e FEEB BA/SE