A corrida do governo Temer para tentar privatizar a Caixa e o Banco do Brasil está cada vez mais evidente. As duas empresas juntas cortaram 21,2 mil empregos nos últimos dois anos, período do golpe que está em curso no país.

No Banco do Brasil, ações como o incentivo à aposentadoria e mudança na estrutura de atendimento resultaram na saída de mais de 16 mil pessoas, sendo quase 12 mil apenas nos últimos dois anos, quando o quadro diminuiu em 10,9%. Na Caixa, um plano de demissão voluntária resultou na saída de 9,2 mil pessoas, queda de 9,7%.

O corte atingiu até os estagiários. No BB, o número despencou em 60% em dois anos. Na Caixa, o corte foi de 30%.

Com a desculpa de se adequar às novas tecnologias, as empresas seguem o mesmo modelo adotado pelos bancos privados de enxugar o quadro do pessoal ao máximo, pouco se importando com a saúde dos empegados que ficam e com a qualidade do serviço prestado à população. O resultado é visível nas agências, com atendimento cada vez pior e aumento das reclamações no Banco Central.

Os números reforçam a importância das campanhas do movimento sindical em defesa das empresas públicas e da manutenção do seu caráter social. A Caixa e o BB têm papel fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do país, não devem ser bancos que visam apenas o lucro a todo custo.

Fonte: Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe