Lideranças das centrais sindicais divulgaram nesta terça (2), em São Paulo, uma nota unitária pública contra a reforma da Previdência e a retirada de direitos trabalhistas.

A mobilização é uma resposta às declarações de Temer de que irá votar a proposta de reforma da Previdência após o segundo turno das eleições, ainda este ano. 

Na reunião, os sindicalistas debateram estratégias para enfrentar a nova ameaça à aposentadoria pública e fizeram uma avaliação da luta nesta reta final das eleições.

"As centrais, bem como o conjunto da classe trabalahdora, sabem o que está em jogo. Reverter essa agenda de destruição total do país só com luta, resistência e a vitória de um novo projeto para o Brasil. Um proposta que devolva ao nosso povo paz, segurança e otimisto", salientou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

Adilson reforçou que o "Brasil precisa voltar a andar de cabeça erguida. O caminho para isso pe retomar o corecimento, com soberania e emprego digno. Precismao barrar o pensamento opressor e violento que está sendo semeado e cultivar uma proposta que pense e trabalhe pelo Brasil e nosso povo".

Defesa da aposentadoria

Ao rememorar a Greve Geral de 28 de abril de 2017, o secretário geral da CTB, Wagner Gomes, ressaltou que "a luta em defesa da aposentadoria é uma bandeira central no momento e pode aglutinar milhões para luta nesta etapa. A polarização é clara, precisamos pautar o debate e a ameaça de desmonte da Previdência pode ser um fio condutor central para a disputa em curso".

Ele lembra que, como ocorreu em abril de 2017, a defesa da aposentadoria será uma bandeira forte e estratégica na mobilização da classe trabalhadora.

Leia a nota na íntegra: 

Em defesa da aposentadoria pública: Se botar pra votar, o Brasil vai parar!

Reunidas nesta terça-feira, 2 de outubro, as Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central, CSB, CSP-Conlutas e Intersindical reafirmaram sua posição contrária a qualquer proposta de reforma que fragilize, desmonte ou reduza o papel da Previdência Social Pública.

Em 2017, fizemos uma Greve Geral que mobilizou mais de 40 milhões de trabalhadores e trabalhadoras em defesa da aposentadoria. Se o governo insistir em atacar a Previdência Social Pública, o Brasil irá parar mais uma vez.

Não aceitaremos que a classe trabalhadora pague mais uma vez a conta. Não aceitaremos o desmonte e entrega da Previdência Social para o sistema financeiro.

A sociedade deseja paz, liberdades democráticas, segurança e respeito aos seus direitos, que só virão com a garantia do emprego, salário digno e do acesso a direitos fundamentais como saúde, educação e aposentadoria digna.

São Paulo, 02 de outubro de 2018.

Vagner Freitas, Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

Miguel Torres, Presidente Interino da Força Sindical

Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT)

Adilson Araújo, Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

José Avelino (Chinelo), Presidente Interino da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)

José Calixto Ramos, Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)

Joanne Mota - Portal CTB