Frustração geral na primeira negociação do ano entre a Comissão Executiva dos Empregados e a direção da Caixa. Na reunião realizada nesta sexta-feira (1/2), em Brasília, a representação dos trabalhadores cobrou soluções para problemas como a contratação de mais empregados, fechamento de agências e descomissionamento, mas a empresa não apresentou propostas concretas para as questões.

Sobre a declaração do presidente da Caixa de que pretende contratar concursados aprovados no concurso de 2014, os representantes da empresa argumentaram que a área de gestão de pessoas está realizando estudos e que, posteriormente, os resultados serão encaminhados para as instâncias de deliberação do banco. Ou seja, não há previsão de quando ou quantas pessoas serão realmente convocadas.

No encontro, a CEE cobrou ainda a melhoria nas condições de trabalho e o banco finalmente apresentou uma proposta de modelo de atuação dos fóruns regionais de condições de trabalho para 2019. Os representantes dos trabalhadores vão avaliar o documento e fazer os ajustes que forem necessários. Segundo a empresa, está assegurado o funcionamento dessas instâncias para debater os problemas que afetam diretamente as estruturas e relações de trabalho nas unidades.

A CEE/Caixa também fez questionamentos sobre o descomissionamento via GDP e cobrou transparência e o fim das discriminações nos Processos Seletivos Internos (PSI), mas não obteve respostas.

Sobre o Saúde Caixa, ficou definido a retomada dos debates de dois grupos de trabalhos paritários: GT Saúde Caixa, que deverá se reunir no dia 19 de fevereiro, e GT Saúde do Trabalhador no dia 20.

Na avaliação do secretário Geral da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, a reunião de hoje não representou nenhum avanço. “Me parece que a área de RH da Caixa está meio perdida esperando a instalação da nova gestão. Vamos continuar atentos e na luta pelos nossos direitos”, ressaltou.

Fonte: FEEB BA/SE