Será que os bancos privados farão o que os bancos públicos (BB, Caixa, BNB, BNDS e Banese) fazem/fizeram ou será que irão se guiar apenas pela lógica do maior lucro com menor custo? Esses e outros questionamentos serão debatidos na Sessão Especial denominada justamente de “Em Defesa dos Bancos Públicos” que acontecerá na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), no dia 6 de maio. Uma iniciativa da parceria do SEEB/SE e do gabinete do deputado Luciano Pimentel, a ideia é em Sergipe criar novos espaços para desvendar as verdades e mentiras que a mídia difunde sobre os bancos públicos.

No dia 6 de maio (segunda-feira), o horário da sessão possibilitará a participação da categoria: o evento vai começar às 17h, ou seja, no encerramento do expediente bancário.

Uma oportunidade impar! A sessão contará com as presenças de representantes das principais entidades e sindicatos da organização nacional dos bancários e bancárias: Fenae, Contraf, AFBNB; FEEB Base; Sindicato dos Bancários da Bahia. Contará ainda com a participação da representação nacional da Central dos Trabalhadores do Brasil, a CTB.  

Bancos públicos pertencem à sociedade

“Há por parte do atual governo, de setores da elite brasileira e da grande mídia uma aversão a um Estado que pertença à sociedade. Querem um Estado para atender aos interesses de grandes grupos econômicos. É a visão da prevalência do poderio econômico sobre os desejos e necessidades sociais. Por tudo isso querem eliminar os bancos públicos”, afirma a presidenta do SEEBSE, Ivânia Pereira.

De acordo com a sindicalista, os Bancos públicos são fundamentais porque têm funções que vão além da busca do lucro. “Bancos públicos são essenciais porque há atividades e setores econômicos que os bancos privados não têm interesse em participar”, pondera Ivânia Pereira. “Temos de reagir! Os bancos públicos pertencem a todos e não a um governo. Sem esses bancos, teremos menos estudantes de baixa renda nas universidades, a comida será muito mais cara, assim como o financiamento da casa própria; as regiões brasileiras serão mais desiguais e teremos muito menos investimentos em setores produtivos e em infraestrutura. Assim, defender os bancos públicos significa, portanto, defender um país melhor, mais desenvolvido, menos desigual, mais justo e mais fortalecido”, afirma Ivânia Pereira.

"Os bancos públicos são fundamentais porque têm funções que vão além da busca do lucro. São necessários para viabilizar políticas econômicas e sociais de governos e para financiar setores e segmentos específicos. Essas instituições públicas são imprescindíveis para o desenvolvimento do país e para aumentar o bem-estar social. Bancos privados visam somente o lucro. Os Bancos públicos vão além, devem dar contribuição social, o que também é legítimo. Bancos públicos devem buscar o lucro e, ademais, devem ter utilidade econômica e social para a população – não devem ser somente úteis para os seus correntistas ou acionistas. Essa é uma das principais diferenças entre a atividade bancária privada e a pública. O financiamento de grandes obras de infraestrutura (transporte, saneamento etc) é feito principalmente pelos bancos públicos. Abrir contas em larga escala, sem cobrar tarifas, com o objetivo de promover a inclusão bancária e social, é uma ação de bancos públicos. Os bancos privados abrem esse tipo de conta de forma muito limitada. Historicamente no Brasil, os bancos públicos e o governo federal têm feito parceria para viabilizar programas sociais e políticas públicas. Mesmo quando são chamados a participar de ações conjuntas com o governo federal, os bancos privados têm iniciativa muito limitada; por exemplo, no Programa de Financiamento da Agricultura Familiar (Pronaf)", destaca a sindicalista.

Fonte: Seeb Sergipe