Além da perda de um grande ser humano, muito querido em toda a imprensa, admirado por milhões de brasileiros e brasileiras, a morte do jornalista Paulo Henrique Amorim, que pegou o Brasil de surpresa, nesta quarta-feira (10/07), é um duro golpe no jornalismo de resistência. Ocorre justamente em um momento marcado por ataques sistemáticos ao Estado democrático de direito e pelo avanço do neofascismo. Péssima notícia.

Também conhecido como PHA, era uma das vozes mais influentes no país, com grande credibilidade perante a opinião pública, defensor da democracia. Criticava duramente o consórcio de forças de direita e extrema direita que tomou o poder em 2016 com o impeachment sem crime de responsabilidade, sustenta os abusos da Lava Jato, prendeu Lula sem provas e facilitou a eleição de Bolsonaro.

No Conversa Afiada, canal no Youtube, com 983 mil inscritos, sempre denunciou o caráter antidemocrático e antipovo do governo. O último vídeo foi gravado domingo passado, no Maracanã, de onde denunciou a politização do futebol por Bolsonaro, na conquista da Copa América pela Seleção Brasileira.

Foi um grande parceiro do Sindicato dos Bancários da Bahia, participou de algumas atividades da entidade, inclusive Congresso e do programa Conversação. Nascido no Rio de Janeiro, PHA era filho do baiano de Baixa Grande Deolindo Amorim, também jornalista e pesquisador do Espiritismo.

Paulo Henrique Amorim é o segundo jornalista famoso, crítico do governo Bolsonaro, que morre em pouco mais de cinco meses. O outro foi Ricardo Boechat, dia 11 de fevereiro passado, vítima de acidente aéreo.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.