As PCDs (Pessoas com Deficiência) que trabalham na Caixa ainda sofrem com a falta de compromisso e de respeito do banco. Sem serem incluídas ao Saúde Caixa, trabalham inseguras e, nem sequer o período de pandemia causada pelo coronavírus, sensibiliza a empresa.

Totalmente diferente do discurso inclusivo que a instituição financeira prega, a realidade dos trabalhadores é de humilhação, falta de treinamento e de estrutura no ambiente de trabalho. Muitas PCDs convocadas por conta de decisão judicial ainda foram demitidas no período de experiência.

Apesar da Lei de Cotas Nº 8.213 determinar que as empresas com 100 ou mais funcionários devem preencher de 2 a 5% dos cargos com reabilitados ou pessoas com deficiência, a Caixa possuía somente 1,75% dos empregados PCDs em 2019.

O movimento sindical tem lutado pela inclusão de todos os trabalhadores no Saúde Caixa. Hoje, o banco tem quase 2 mil funcionários PCDs, que correm risco de contaminação pelo coronavírus.

Situação preocupante, principalmente porque os funcionários não têm uma assistência médica adequada para atender as necessidades, mas estão na linha de frente da Covid-19, com o pagamento do auxílio emergencial a milhões de brasileiros. Ao invés de solucionar problema, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, zombou dos empregados ao dizer que “nem ele tem plano de saúde pela Caixa”.

Fonte: SEEB BAHIA