A falta de planejamento e incompetência do governo Bolsonaro fizeram com que as agências da Caixa voltassem a ter filas e aglomerações em todo o país nesta segunda-feira (27/7). O problema foi gerado pelo bloqueio de mais de três milhões de contas do auxílio emergencial por suspeitas de fraudes ou inconsistências na documentação, além do pagamento simultâneo do benefício com a liberação do saque de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Sem o planejamento adequado, milhares de pessoas são enviadas para o banco ao mesmo tempo, colocando em risco a vida destes trabalhadores e também dos empregados da Caixa, que sofrem com a sobrecarga de trabalho.

No início da pandemia, as entidades que representam os trabalhadores reivindicaram uma série de medidas para contar as filas que se formavam naquele período, mas poucas coisas foram atendidas pela direção da Caixa. A campanha informativa para a população, por exemplo, nunca saiu do papel. A descentralização do pagamento do auxílio emergencial, também foi uma pauta reivindicada que não foi atendida pela direção do banco.

A demanda da Caixa é gigantesca. O banco público está pagando o auxílio emergencial para mais de 65 milhões pessoas e outros 60 milhões de pagamentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de mais de três milhões de pagamentos do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm).

Com muito esforço, os bancários conseguiram atender a população e diminuir as filas, mas o trabalho foi sabotado mais uma vez pelo governo federal. O resultado será mais sobrecarga e adoecimento entre os empregados da Caixa.

Fonte: FEEB BA/SE