O Bradesco demitiu dezenas de trabalhadores em todo o país nesta quinta-feira (1º/10). Segundo o integrante da Comissão Executiva dos Empregados (COE) Elder Perez, os bancários que estão em home officce estão sendo demitidos por telefone, sem a menor consideração. Um absurdo sem tamanho.

A postura vai contra ao compromisso assumido pelo banco de não demitir durante a pandemia, causada pelo coronavírus (Covid-19).

A intenção de cortar vagas ficou clara na segunda (28/9), quando o banco divulgou um comunicado interno intitulado “Concessão de Benefício Adicional no Desligamento”, no qual informou que trabalhadores que forem comunicados da sua demissão sem justa causa, no período entre 21 de setembro e 30 de novembro, por iniciativa do Bradesco e empresas ligadas, terão os planos de saúde e odontológico mantidos por seis meses além do que prevê a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

A COE vai continuar cobrando uma reunião com o Bradesco para discutir a questão das demissões. O banco já foi acionado diversas vezes, mas continua se esquivando e evitando conversar com o movimento sindical.

Não existe razão para demitir. Mesmo em meio à crise econômica, o Bradesco segue lucrando alto. No primeiro semestre de 2020, o banco faturou R$ 7,626 bilhões, crescimento de 3,2% na comparação com o trimestre anterior.

Fonte: FEEB BA/SE