A negociação sobre segurança bancária não avançou. Na mesa com o Comando Nacional dos Bancários nesta quinta-feira (28/7), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) insistiu na proposta de diminuir os aparatos de segurança nas agências, colocando em risco a vida de funcionários e clientes.

Segundo dados dos bancos, em 2021, apenas 3% das transações bancárias foram realizadas em agências bancárias e, por isso, não há porque fazer tanto alarde na retirada de portas de seguranças e vigilantes das agências.

O Comando rebateu os argumentos dos banqueiros e apresentou dados para comprovar que com segurança não se pode economizar. Levantamento do Dieese aponta que, ainda que em números relativos as transações via agências tenham perdido espaço, 48% delas são com movimentação financeira e que isso demonstra a importância de haver sistemas de segurança e vigilantes em qualquer tipo de agência bancária.

Sem levar em conta as ponderações dos bancários, a Fenaban alegou que houve redução de 98,5% no número de assaltos a agências e postos bancários de 2000 a 2021 e ainda propôs que a representação dos trabalhadores se juntem aos bancos e atuem contra as normas estaduais e municipais de segurança, que exijam aparatos de segurança além dos previstos na Lei 7.102/1983, que regulamenta a segurança bancária.

O Comando considerou a proposta inoportuna e sugeriu a criação de um Grupo de Trabalho (GT) específico para discutir a questão e elaborar uma nova redação para as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria que tratam sobre segurança bancária.

A Fenaban recusou a proposta de criação do GT e disse que está aberta a debater o tema até o final de agosto e, caso contrário, assumirá a responsabilidade por tocar a pauta de acordo com seus interesses.

“Este é um tema muito delicado. Deveríamos estar discutindo formas de aumentar a segurança de clientes e funcionários, identificar as “ pontas soltas “ para assegurar um ambiente de trabalho mais seguro. Sabemos que temos praças muito perigosas e de acordo com os números apresentados pelo o Dieese, teria que ter ainda mais atenção. Preocupante a proposta dos bancos de reduzir investimento em uma área tão importante”, afirmou a diretora da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe Andréia Sabino, que participou da reunião.

Próxima Negociação

A próxima reunião de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban está marcada para segunda-feira (1º de agosto) para debater sobre saúde e condições de trabalho.

Fonte: FEEB BA/SE