Desde o início da pandemia da covid-19, os representantes dos trabalhadores estão em constante negociação com os bancos na luta pelos trabalhadores a partir de reivindicações urgentes, conforme recomendações de organizações nacionais e internacionais para promover a proteção da categoria.

Com isso, foi conquistado o trabalho remoto para boa parte da categoria, contingenciamento de acesso às agências, equipamentos de proteção individual, PLR justa, redução do horário de atendimento e muitas outras conquistas.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em fevereiro de 2020, cerca de 70% das negociações das categorias ficaram abaixo da inflação. Contudo, os representantes da categoria bancária se mostram assertivos na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2021, garantindo a reposição total do INPC mais 0,5% de aumento real para salários e demais verbas.

Além disso, houve o fortalecimento dos bancos públicos, essenciais para a população, uma vez que entre o início de 2016 e o terceiro trimestre de 2020, o Banco do Brasil cortou 17.758 empregos e fechou 1.058 agências e o número de clientes do BB cresceu 15%, no mesmo período. Um acréscimo de 9,4 milhões de clientes.

Desta forma, muitos trabalhadores perceberam que os sindicatos têm um papel fundamental na organização da classe trabalhadora na luta por uma sociedade justa e democrática e pela ampliação dos direitos individuais e coletivos.

Fonte: FEEB BA/SE