Bancários do Bradesco, Itaú e Santander se reuniram na tarde deste sábado (31/7), no Encontro dos Funcionários dos Bancos Privados da Bahia e Sergipe, como parte da 23ª Conferência Interestadual dos Bancários. Apesar das diferenças entre as empresas, em todas elas, as pautas da defesa do emprego da saúde e de melhores condições de trabalho são as mais importantes para os trabalhadores.

Itaú

Os funcionários do Itaú elegeram como principais pautas a serem discutidas a saúde, empregos e novo formato de trabalho nas agências. Entre os maiores problemas no banco estão o adoecimento dos trabalhadores e a demissão de mais de mil funcionários em plena pandemia. Com relação às mudanças de cargos nas agências e plataformas, o banco está extinguindo vários cargos, aumentando ainda mais o desemprego.

“A saúde do trabalhador continua sendo amplamente discutida, os problemas só aumentaram com a pandemia. O aumento do adoecimento continua levando nossos colegas para o INSS e deixando um número enorme de lesionados. Além disso, o banco deixou centenas de pais e mães desempregados em plena pandemia”, ressaltou Andréia Sabino, membro da Comissão de Organização dos empregados do Itaú e diretora de Saúde da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.

As pautas serão levadas para Encontro Nacional do Itaú, que acontece no dia 5 de agosto.

Bradesco

O encontro interestadual dos funcionários do Bradesco da Bahia e Sergipe identificou como principais problemas às demissões, fechamento de agências, assédio moral, adoecimento, falta de segurança, não aplicação ou atraso na aplicação do protocolo contra a covid -19. Tais questões não diferem muito do cenário nacional e têm sido objetos de enfrentamento cotidiano.

Os dirigentes sindicais do Bradesco da Bahia e Sergipe receberam a minuta específica do Bradesco antecipadamente e ficou definido que tratariam como prioridade o item 13, que diz respeito à continuidade de um plano de saúde para os funcionários que se aposentarem. O próximo passo será a realização de uma enquete para saber se os bancários têm interesse nessa pauta.

A Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe sugere que a Comissão Organizativa dos Empregados do Bradesco (COE) coloque essa pauta como prioridade nas negociações.

Santander

A discussão no Encontro dos Funcionários do Santander da Bahia e Sergipe também elegeu como prioridades a defesa do emprego, da saúde e de melhores condições de trabalho. Os trabalhadores defendem que o banco pare de demitir e contrate mais bancários para dar conta do crescimento do número de clientes. Essa sobrecarga e as metas abusivas têm contribuído para o adoecimento dos funcionários.

Outra pauta importante no Santander diz respeito à assistência médica. Os bancários defendem que o desconto referente ao plano de saúde deve ser feita no contracheque de todos os empregados afastados por problemas de saúde e não na conta corrente deles. Propõe ainda que, caso este desconto seja superior a 30% do salário, o montante seja parcelado.

Os empregados denunciaram ainda a demissão de trabalhadores com estabilidade por estarem acometidos por doenças ocupacionais e as políticas antissindicais do Santander.

“Em que pese não estarmos discutindo a questão do reajuste salarial, uma vez que a Convenção Coletiva de Trabalho tem validade de dois anos e garantiu aumento real para a categoria, o encontro foi muito produtivo, pois discutimos sobre como lutar para combater a exploração a que os bancários são submetidos neste período de pandemia. Enquanto isso, os lucros dos bancos têm aumentado consideravelmente, enquanto as condições de trabalho não estão adequadas, o que acarreta o adoecimento físico e mental dos bancários”, destacou José Antônio dos Santos, vice-presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe.

As propostas serão levadas para o Encontro Nacional dos Funcionários do Santander, que acontece nesta terça, 3/8, por videoconferência.