Diante do contexto de ameaças causadas pela Medida Provisória 1052/2021, que retira o FNE do Banco do Nordeste, os trabalhadores avaliaram como urgente a mobilização durante a 23ª Conferência dos Bancários da Bahia e Sergipe, na tarde deste sábado (31/07). Pautaram a preservação dos empregos de milhares de pessoas e a continuidade do desenvolvimento da região, além da possibilidade da criação de um calendário permanente de luta.

O grande risco atual do BNB é a ação do governo Bolsonaro de vender as ações da empresa, o que representaria a privatização. O diretor da Feeb, Waldenir Britto, alertou para a importância de todos estarem mobilizados com parlamentares municipais e estaduais, outras categorias que dependem dos financiamentos.

Outro assunto pautado na Conferência foi a intensificação das vacinas de todos os empregados do banco, assim como o acompanhamento das pessoas que foram contaminados pelo coronavírus. Os cumprimentos dos protocolos contra o Covid-19 continuam sendo importantes, como o representante do Caref BNB, Rheberny Oliveira, chamou atenção.

Apesar de ter 2,41 milhões de clientes ativos e uma carteira de R$ 7,57 bilhões, o BNB sofre ameaça constantemente, como os demais bancos públicos. Os funcionários reforçaram que é preciso manter a função da instituição financeira, já que a intenção do governo é distribuir o microcrédito para outras empresas, acabando com o Banco do Nordeste.

Dentro das pautas de reivindicações os trabalhadores querem intensificar as discussões das entidades sobre a MP 1052/2021, assim como foi aprovada uma moção de repúdio. Reivindicam a discussão do teletrabalho no pós pandemia, revisão do modelo avaliativo convergente, contratações dos aprovados no concurso público de 2018, além do retorno às atividades presenciais somente quando todos tomarem a segunda dose da vacina contra o Covid-19.

Foram eleitos ainda, os 24 delegados (20 da Bahia e 4 de Sergipe) que vão para o 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Nordeste, nos dias 6 e 7. Entre eles, está o vice-presidente do Sindicato dos Bancários de Irecê e Região, Edson Gonçalves.

Com informes do SEEB BA