Quatro dos maiores bancos que atuam no país – Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander –registraram lucros líquidos somados de R$ 107,8 bilhões em 2025, valor 4,4% inferior ao observado em 2024.

O número foi influenciado, principalmente, pela queda nos resultados do BB, que enfrentou aumento da inadimplência no agronegócio ao longo do ano passado. A instituição registrou queda de 45% no lucro líquido ajustado em 2025, que somou R$ 20,7 bilhões. O banco precisou ampliar provisões para perdas diante do aumento dos calotes no agronegócio. O retorno sobre patrimônio caiu quase 10 pontos percentuais no ano, encerrando em 11,4%.

Na outra ponta, Itaú, Bradesco e Santander Brasil ampliaram o lucro combinado para R$ 87,1 bilhões em 2025, com estratégia voltada para linhas de crédito com garantia e maior rentabilidade.

O Bradesco avançou no plano de transformação estrutural e atingiu retorno sobre patrimônio de 15,2%, superando o custo de capital. O lucro líquido recorrente foi de R$ 24,652 bilhões, uma alta de 26,1% em relação a 2024. A Carteira de Crédito Expandida cresceu 11% em 12 meses, alcançando R$ 1,089 trilhão em dezembro de 2025. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias chegaram a R$ 31,2 bilhões, crescimento de 5,1% em 12 meses.

O Itaú registrou lucro líquido recorde de R$ 46,8 bilhões em 2025, avanço anual de 13,1%. A rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido médio (ROE) no Brasil atingiu 24,6%, com alta de 1,3% em 12 meses. De acordo o banco, o resultado foi impulsionado pelo crescimento da margem financeira com clientes (+12,1%), associado ao aumento do volume de crédito, maior margem de passivos e ganhos com capital próprio. As receitas com serviços e seguros também cresceram 6,3%, com destaque para cartões, administração de recursos e seguros, segmento que avançou 16,6% no período.

O Santander Brasil obteve o lucro líquido gerencial de R$ 15,615 bilhões em 2025, um aumento de 12,6% em relação ao resultado de 2024. Já o ROE teve alta de 1,2 ponto percentual em relação a 2024, indo a 17,2%. A carteira de crédito somou R$ 708 bilhões ao fim de dezembro, um crescimento de 3,7% no ano. Ela foi puxada pelos portfólios de cartão de crédito (13,4%), financiamento ao consumo (13%) e pequenas e médias empresas (13%). A margem financeira, por sua vez, somou R$ 61,858 bilhões em 2025, um ganho anual de 1,8%.

FEEB BA