Após 10 rodadas de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou finalmente nesta terça-feira (25/8) duas propostas de índice, que previam reajustes abaixo da inflação para salários e demais verbas econômicas e também a retirada de direitos da categoria. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou as duas na mesa.

A primeira proposta foi o aumento de 2,06% (50% da inflação) e, a segunda, de 2,57% (62% da inflação), que representariam perdas reais na remuneração da categoria (ou seja, abaixo da inflação) de 1,99% e de 1,50%, respectivamente.

A primeira proposta incluía ainda:

- Fim da indenização por morte ou incapacidade por assalto e do auxílio funeral;

- Retirada da multa em caso de descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT);

- Congelamento da PLR e do piso de ingresso;

- Exclusão da verba de requalificação;

- Exclusão da gratificação de compensador de cheque;

- E exclusão da ajuda de deslocamento noturno.

Após o Comando Nacional rechaçar a primeira proposta, a mesa entrou em pausa e, na retomada, a Fenaban voltou com o índice de 2,57% para os salários e ainda:

- Congelamento da PLR e do piso de ingresso;

- Aumento de 2,57% no auxílio creche/baba, auxílio para pais com filhos PcD e ajuda de custo para o teletrabalho;

- Exclusão da gratificação de compensador de cheque; e

- E exclusão da ajuda de deslocamento noturno.

A Fenaban, porém, voltou atrás na retirada da verba de requalificação profissional (com reajuste de 2,57%) e na retirada da multa em caso de descumprimento da CCT.

Após o posicionamento do Comando Nacional, que destacou o desrespeito dos banqueiros às reivindicações da categoria, a Fenaban terminou a rodada.

Diante da postura dos bancos, a presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Andréia Sabino, convocou a categoria a manter a mobilização. “Nós sabíamos que não seria fácil. Sabemos dos desafios que temos pela frente e também que os bancos têm condições de avançar. Mas uma coisa precisa estar muito clara: as nossas pautas são justas, necessárias e representam as reivindicações de milhares de bancárias e bancários. Por isso, não vamos recuar. Vamos seguir na mesa, cobrando propostas concretas, avanços e respeito à nossa categoria. Negociação se faz com diálogo, mas também com pressão e mobilização. A nossa força está na unidade. E quanto mais forte for a nossa mobilização, maior será a pressão para que a Fenaban entenda que não aceitaremos retrocessos. Seguimos firmes, organizados e mobilizados. A luta continua!”, conclamou.

Também participaram da negociação desta terça-feira, o presidente do Sindicato da Bahia, Elder Perez, o presidente do Sindicato de Sergipe, Adilson Azevedo, e o secretário geral da Feebbase, Hermelino Neto, que também é da Coordenação da CTB Bancários.

A negociação será retomada nessa quarta-feira (26). A categoria seguirá mobilizada, com manifestações nas ruas e nas redes sociais. A recomendação é que todos utilizem a hashtag #QueremosPropostaDecente.

 

FEEB