Mais de 900 empregados da Caixa da Bahia e de Sergipe participaram, neste domingo (27/09), da plenária para discutir o dissídio coletivo e os próximos passos da greve, que já entrou para a história de mobilização da categoria. O encontro contou com a participação dos advogados Tatiana Rossini e Eusébio Carvalho que esclareceram os desdobramentos jurídicos do processo e os efeitos da decisão judicial.

Um dos principais pontos discutidos foi a determinação relacionada à manutenção de 60% do efetivo para garantir os serviços indispensáveis, nos termos da liminar. A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) contestou a orientação dos 60% diante do entendimento de que a greve não foi considerada abusiva. No entanto, a decisão judicial precisa ser cumprida, e os empregados chamados pela Caixa, por qualquer um de seus canais oficiais, de acordo com cada agência devem atender à determinação. A orientação é que a organização do funcionamento das unidades siga os termos da liminar, e seja apenas para serviços indispensáveis.

A plenária também reforçou que o dissídio coletivo não encerra as possibilidades de negociação. Após três rodadas infrutíferas, sem avanços, a Caixa retirou pontos importantes da proposta, como o abono de R$ 3 mil, e não aceitou ampliar o teto de custeio do Saúde Caixa. A defesa da proporção de 70% de participação da empresa e 30% dos empregados, além do reajuste salarial e das demais cláusulas econômicas e sociais, segue entre as prioridades da representação sindical. A pauta levada ao dissídio é a mesma discutida com o banco ao longo de julho, e a mobilização busca garantir o conjunto de direitos da categoria.

O julgamento do dissídio no TST (Tribunal Superior do Trabalho) está prevista para terça-feira (29/09), em Brasília às 14h30. No mesmo dia, em Salvador, vai acontecer o caruru em defesa do Saúde Caixa, na porta da agência das Mercês, às 12h. Após o almoço, os bancários vão acompanhar o julgamento no auditório do Sindicato dos Bancários da Bahia. Até lá, a greve continua, e a plenária reforçou a importância da união dos empregados diante da disputa judicial e da necessidade de manter a pressão por avanços.

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