Embora os conselheiros eleitos tivessem reforçado a necessidade de apresentação do custeio do Saúde Caixa, com mais transparência, e de avanço na rede de credenciamento, durante a reunião do conselho do plano de saúde, os representantes do banco prestaram esclarecimentos sobre alguns pontos, de maneira resumida.

Os representantes da instituição financeira não apresentaram o relatório de administração referente ao exercício de 2023. Isso quer dizer que descumpriu o parágrafo 9º da cláusula 32º do Acordo Coletivo de Trabalho.

Outra questão diz respeito a uma avaliação preliminar sobre os primeiros meses de realização das auditorias médicas feitas por novas empresas contratadas. Na reunião da última quarta-feira (20/03), a representação da Caixa informou que o processo de transição, referente a dezembro de 2023 e fevereiro de 2024, como parte da substituição do modelo anterior, que era nacionalmente centralizado, por um novo e de caráter mais regionalizado, tem sido feito de forma gradativa.

Também foram passadas informações financeiras referentes a fevereiro deste ano. Com uma base de 281 mil beneficiários, as receitas somaram R$ 561,4 milhões e as despesas, R$ 629,4 milhões. Os desembolsos totais consideram a soma dos gastos assistenciais do Saúde Caixa (R$ 616 milhões), Pams (R$ 5 milhões) e despesas administrativas (R$ 9 milhões). A participação da Caixa, no custo destes dois planos, está limitada ao teto de 6,5% da folha de pagamento.

Sobre a rede credenciada, a instituição informou que está em andamento a estratégia de focar em regiões com poucos prestadores de serviços. As ações de credenciamento estratégico foram realizadas nos municípios com até 750 beneficiários, com carência de especialidades essenciais. São, ao todo, 1.827 cidades.

Os conselheiros eleitos pelos empregados também enfatizaram a importância da descentralização da gestão do Saúde Caixa, com recriação das estruturas regionais, como as Gerências de Filial Gestão de Pessoas (Gipes).

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