Em reunião extraordinária na última quarta-feira (28/4), o Conselho de Usuários do Saúde Caixa avaliou o desempenho do Saúde Caixa. Os representantes dos empregados falaram da preocupação dos trabalhadores com os altos custos, mesmo em época de pandemia, onde os procedimentos eletivos deixaram de ser feitos, além das idas às clínicas e hospitais diminuíram consideravelmente.

A reunião deveria ser exclusiva para tratar dos números apresentados pela empresa de consultoria atuarial, contratada pela Caixa, mas a empresa não mandou representantes para a reunião.

“É preciso mais seriedade e transparência para os nossos questionamentos. Nós analisamos os dados dos relatórios de forma mais aprofundada e em alguns pontos faltam mais informações e, em outros, temos dúvidas da correção dessas informações. Precisamos delas [informações] para buscar uma solução”, afirmou a coordenadora do Conselho de Usuários, Zuleida Martins Rosa.

Um dos pontos de questionamentos do Conselho e entidades representativas é o de que está acontecendo situações delicadas com relação à efetividade dos sistemas, a ponto de as pessoas ficarem de duas a três horas esperando um retorno reabrindo muitas vezes a demanda e sobre os pagamentos de credenciados.

Em meados de abril, o Conselho Eleito enviou documento à VIPES para externar a sua preocupação em relação ao processo de reestruturação da área de recursos humanos em curso, em especial sobre a Gerência Nacional de Assistência à Saúde. A preocupação é justificada, pois as pessoas com conhecimento e setores responsáveis pelo funcionamento do Saúde Caixa foram separadas em diversas gerências. O que por certo dificultará o perfeito entrosamento para a gestão do plano de saúde.

Situação do plano e projeções futuras

O Conselho eleito ponderou sobre o baixo desempenho, ou seja, o fato de os custos do plano permanecerem altos, mesmo que os usuários tenham feito menor uso do mesmo, em virtude da pandemia e, ainda ter, no período passado, as baixas da inflação médica. O déficit de 2020 ficou em R$115.949.617. E as estimativas para os próximos anos não são nada tranquilizadoras, com déficits bem maiores que o do último ano.

"Os conselheiros há tempos pedem que a Caixa apresente pormenorizações da utilização do plano, para terem condições de traçarem estratégias eficientes, que reduzam os custos e melhore o atendimento aos usuários. O Conselho é uma peça chave para ajudar as pessoas a usufruírem bem o seu plano, incluindo a informação correta para avaliar uma possível otimização de gastos”, avaliou Zuleida.

Telemedicina

De acordo com o Conselho, no ano de 2020, ano atípico, houve uma mudança no atendimento do Plano de Saúde. Um exemplo disso é a teleconsulta. Os representantes dos usuários querem saber o que acarretou/favoreceu no custo.

Segundo a Caixa, a telemedicina provavelmente será incorporada ao Saúde Caixa e o seu custo, será avaliado e adequado às necessidades dos usuários.

Além disso, os conselheiros eleitos transmitiram aos representantes da empresa as reclamações constantes que têm recebido dos usuários, quanto ao número de descredenciamentos que vem acontecendo nos dois últimos meses, em todos os estados. Com o aumento em torno de 75% no gasto com o plano de saúde, os usuários esperam a melhora do plano, mas o que vem acontecendo é justamente o contrário.

Todos os assuntos levados pelo Conselho na reunião serão analisados e verificados pela Caixa.

Com informações da Fenae.