Terminou sem avanços a reunião do Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa de quinta-feira (24/6). O impasse foi mantido, devido a diferenças nos dados sobre a projeção de gastos apresentados pela Caixa e a empresa de consultoria contratada pelos representantes dos empregados.

Outro ponto de discordância é a aplicação da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) nas propostas de modelos de custeio do plano. Na prática, significa que 50% dos custos assistenciais e administrativos serão financiados pela empresa e os outros 50%, pelos empregados, alterando o formato atual de 70%/30%.

Logo no início da reunião, os representantes dos empregados se colocaram contra a decisão da Caixa aplicar a Resolução, que não tem força de lei. O Acordo Coletivo, na cláusula que trata dos objetivos do GT, não prevê a inclusão da CGPAR 23 ou contribuição paritária nos modelos de custeio e gestão a serem estudados pelo GT. A direção da Caixa se manteve intransigente e deu como condição para a continuação dos debates do GT a consideração da CGPAR.

Mesmo contrários ao entendimento, os representantes dos empregados reforçaram que o debate não pode ser inflexível e que todos os cenários e possibilidades devem ser avaliados. E para não paralisar as discussões, decidiram que ouviriam as propostas do banco.

Para a próxima reunião, que acontece nesta terça-feira (29) serão discutidos parâmetros do modelo de custeio que serão apresentados pelos dois lados. “Esse não é um debate fácil até pela especificidade do assunto e que tem muitos desdobramentos e impactos. Claro que a tentativa é de construção conjunta entre trabalhadores e empresa. Nós temos uma excelente assessoria técnica de apoio. Mas, precisamos que cada usuário do Saúde Caixa acompanhe essa discussão. O debate não é só técnico e já temos alguns entraves críticos”, afirmou a coordenadora do GT Saúde Caixa da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt.

Fonte: FEEB BA/SE