As entidades sindicais e representativas dos trabalhadores do Banco do Brasil temem que a adesão de novos funcionários ao Cassi Essencial, como querem os diretores, põe em risco sustentabilidade do maior plano de autogestão do país. O novo convênio médico foi criado com a justificativa de atrair os participantes que cancelaram o Plano Cassi Família e querem uma assistência mais barata.

Ao analisar o novo produto, é fácil perceber que a realidade não é essa. Para o movimento sindical, a criação do plano teve apenas a intenção de atrair ex-funcionários e parentes por consanguinidade e afinidade dos trabalhadores do Banco do Brasil. Também é permitida a adesão de funcionários do BB e da Cassi, aposentados e pensionistas e oriundos dos bancos incorporados.

A implantação do novo plano de saúde criado pelos diretores e conselheiros eleitos e indicados pelo banco na Caixa de Assistência pode causar o enfraquecimento da Cassi, redução do número de credenciados, falta de transparência e mais atenção aos interesses do banco do que aos interesses dos bancários.

Por ser um plano de mercado, o trabalhador que aderir ao Cassi Essencial não contará com o patrocínio do BB e com as contribuições patronais. Haverá redução do número de participantes nos planos de Associados e Cassi Família, se mais funcionários forem atraídos para o novo produto. Um risco a todo o sistema de solidariedade da Cassi.

Fonte: CONTRAF