O desmonte disfarçado de reestruturação do Banco do Brasil, anunciado no início deste ano, fechou centenas de agências, cortou postos de trabalho e praticamente eliminou todos os caixas da instituição financeira. A direção do BB diz que a função não existe, quem trabalha no caixa recebe pelos dias trabalhados e ainda diminuiu a dotação dos funcionários que exercem o cargo. Hoje são poucos caixas atuando.

Na pandemia, boa parte daqueles que ainda possuem a comissão está em trabalho remoto. O Sindicato dos Bancários da Bahia tem acompanhado de perto as consequências das medidas da empresa. Em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, há três unidades do Banco do Brasil - uma em Vilas do Atlântico e duas na Estrada do Coco -, que atendem toda a demanda do município e de uma parte da orla de Camaçari.

A agência de Vilas do Atlântico não tem caixa. O cliente que precisa de um serviço que só é feito no caixa tem que se deslocar para outra unidade. Em decorrência do corte dos funcionários na função, uma das agências de Lauro fica com apenas um caixa trabalhando e a outra com dois.

O Sindicato cobrou a ampliação do quadro de pessoal para a função, pois o bancário fica sobrecarregado. Mas, o banco não resolveu desta forma e implementou um rodízio. Uma vez por semana, o funcionário que fica sozinho é deslocado para agência dos outros. Ou seja, uma unidade fica com três trabalhadores e a outra sem nenhum.

Desvio

Os funcionários do Banco do Brasil têm se esforçado ao máximo para dar atendimento de qualidade à sociedade. Tem gerente que desvia a função dos bancários que deveriam atender na sala de autoatendimento para explicar o que pode ser feito nas máquinas dos terminais para dentro da agência, para fazer negócios. Também estão usando terceirizados para organizar fila e não para fazer a triagem.

Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia.