O aquecimento global é uma ameaça muito próxima. Realidade implacável que assola a saúde dos trabalhadores. De acordo com o Instituto Potsdam, mesmo que as emissões de CO2 fossem drasticamente reduzidas a partir de hoje, até 2050, o mundo pode enfrentar perdas equivalentes a 19% da renda global devido às mudanças climáticas.


A crise não é um acidente da natureza. É um sintoma do ultraliberalismo que prioriza o lucro acima da vida. As indústrias poluentes são frequentemente as mesmas que exploram a mão-de-obra vulnerável, expondo-as a condições de trabalho perigosas e colocando vidas em risco.


As consequências são devastadoras, com ondas de calor mortais, ciclones tropicais, inundações descontroladas e incêndios florestais arrasadores. A Organização Meteorológica Mundial revela aumento na mortalidade devido a temperaturas extremas na Europa, enquanto a Ásia enfrenta desastres hidrometeorológicos cada vez mais frequentes.


Quem trabalha sofre mais. Cerca de 70% dos trabalhadores sentem impactos diretos na saúde devido ao calor excessivo, radiação ultravioleta, eventos climáticos extremos e exposição a agrotóxicos.


Nos últimos 50 anos, mais de 2 milhões de mortes foram atribuídas a eventos meteorológicos e hidrológicos extremos, conforme estimado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho). Além disto, a poluição do ar leva à morte de outros 850 mil trabalhadores anualmente.

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