O alto preço pago pela Selic elevada, atualmente em 15% ao ano, recai sobre o bolso do trabalhador brasileiro. Enquanto o Banco Central demonstra servidão ao sistema financeiro, mesmo que isto represente o estrangulamento da economia, o consumidor precisa encarar juros do cartão de crédito rotativo a 424,5% ao ano.
Já o parcelamento da fatura do cartão, que é uma modalidade usada geralmente quando as contas apertam, está em 194,9% ao ano. Com índices tão altos, a inadimplência cresce por tabela. O endividamento das famílias, que é a relação entre dívidas e renda, fechou 2025 em 49,7%, e o comprometimento da renda, ou seja, o que sai do salário para pagar boletos, chegou a 29,2%.
A escolha pela manutenção da Selic em dois dígitos por um período tão prolongado, o que coloca o Brasil na segunda posição no ranking dos países com o maior juro real do mundo, prioriza o superávit primário e a remuneração do capital financeiro, enquanto o crescimento do país e do emprego fica à margem.
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