Pela segunda eleição geral consecutiva, pessoas negras são maioria entre as candidaturas registradas no Brasil. Dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que pretos e pardos representam 49,9% dos mais de 20 mil candidatos que disputarão as eleições de 2026. Do total, 36,2% se declaram pardos e 13,7%, pretos. Brancos são 48,7%, indígenas 0,9% e amarelos 0,5%.
O resultado representa um avanço importante na busca por uma política mais diversa e representativa, mas ainda está abaixo da realidade da população brasileira. Segundo o Censo de 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 55,5% dos brasileiros se declaram pretos ou pardos, diferença de 5,6 pontos percentuais em relação às candidaturas deste ano.
Em 2022, o percentual de pessoas pretas e pardas postulantes chegou a 50,3%, maior índice registrado desde 2014, quando a Justiça Eleitoral passou a reunir dados de raça e cor autodeclarados pelos candidatos. O crescimento mostra que a presença negra na política vem ganhando espaço, mas a representatividade ainda enfrenta obstáculos.
Entre outros partidos, o PCdoB se destaca, com 59,6% das candidaturas sendo de pessoas negras, percentual superior tanto à média nacional quanto à populacional.
A ampliação da presença negra nas urnas é um passo importante para uma democracia que reflita a diversidade do país. Mais do que ocupar espaços, a participação do grupo na política contribui para que as pautas historicamente invisibilizadas ganhem força no Parlamento e nas decisões políticas do Brasil.
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