O Brasil registrou 26 assassinatos de defensores da terra e do meio ambiente em 2025, mais que o dobro dos casos registrados no ano anterior. Os dados são da Global Witness e colocam o país entre os mais perigosos do mundo para quem atua na defesa de territórios e recursos naturais. Dos 26 homicídios, 25 estiveram relacionados a conflitos por terra, evidenciando a dimensão da violência associada à disputa territorial no país.

O problema se concentra principalmente em regiões onde conflitos fundiários permanecem sem solução. Rondônia e Pará reuniram metade das mortes brasileiras, enquanto indígenas e pequenos agricultores aparecem entre os principais grupos atingidos. No cenário global, a América Latina concentrou 85% dos 124 assassinatos registrados em 2025, mostrando que a violência contra quem defende a terra e o meio ambiente permanece fortemente concentrada na região.

Os números expõem uma realidade difícil de ignorar: defender um território ainda pode significar colocar a própria vida em risco. O alerta também vale para a atuação do crime organizado, a exploração de recursos naturais e a impunidade como elementos associados à violência. Mesmo com a redução dos assassinatos no mundo em relação a 2024, os dados podem estar subestimados, já que muitos casos não são denunciados ou sequer chegam a ser registrados.

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