O plano de governo de Flávio Bolsonaro prevê o corte de R$ 190 bilhões em despesas públicas. Os principais alvos são a educação, Previdência e saúde, podendo enfraquecer ou até eliminar serviços públicos como a Farmácia Popular. Embora tenha atendido 27 milhões de pessoas em 2025, o programa não aparece no documento apresentado pelo presidenciável do PL ao TSE.


Medicamentos para hipertensão, diabetes, Parkinson, colesterol, absorventes e fraldas geriátricas são alguns dos 41 itens oferecidos gratuitamente pela Farmácia Popular, que, até setembro deste ano, contemplou mais de 24 milhões de pessoas em cerca de 5 mil municípios. Para uma família de quatro pessoas, o programa pode gerar uma economia de até R$ 8,8 mil ao ano, segundo o Ministério da Saúde.


A gratuidade dos 41 itens oferecidos foi resultado da ampliação do programa durante o governo Lula, que também destinou R$ 4,7 bilhões do Ministério da Saúde à investimentos no programa. A ampliação da Farmácia Popular incluiu mais dois novos itens, como a Dapagliflozina e fraldas geriátricas e a gratuidade universal para os beneficiários do Bolsa Família.


No outro extremo, o plano de Flávio Bolsonaro prevê a redução de ministérios, cargos comissionados, despesas administrativas e uma política de contenção de gastos que não foi detalhada no documento apresentado ao TSE. Além da falta de qualquer garantia quanto à proteção da Farmácia Popular. Na prática, o custo se reflete na insegurança de famílias socialmente vulneráveis quanto ao acesso a medicamentos ou artigos de saúde que, agora, graças a Lula, estão disponibilizados gratuitamente pelo SUS mas, ano que vem, podem não estar.

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