O jornal O Bancário chega ao fim da série especial sobre privatizações com um convite à reflexão. Afinal, o que o Brasil ganha e o que perde quando uma empresa pública é vendida? Quem se beneficia e quem paga a conta? As respostas ultrapassam os números de um leilão e alcançam o cotidiano da população, os direitos dos trabalhadores e o futuro do país.

A análise é fundamental neste momento em que dois projetos distintos de país estão em disputa no segundo turno das eleições presidenciais, que ocorre 25 de outubro. De um lado, Flávio Bolsonaro (PL) propõe retomar as privatizações. Do outro, Lula (PT) defende a manutenção das empresas estratégicas sob o controle o Estado e a atuação como indutor do desenvolvimento e execução de políticas públicas.

Vale destacar que quando uma empresa pública é vendida, as prioridades e estratégias mudam. O lucro passa a ser o “carro chefe”. Para o trabalhador, as consequências podem envolver reestruturações, fechamento de postos de trabalho e cortes de direitos.

O caso do Baneb, lembrado na primeira reportagem da série, é um exemplo. Privatizado em 1999, foi adquirido pelo Bradesco por R$ 260 milhões. Somente depois de 27 anos, em julho de 2026, os ex-banebianos finalmente conquistaram o direto ao Planserv, após décadas de mobilização pelo acesso à assistência à saúde. A vitória mostra como os efeitos de uma privatização podem atravessar gerações.

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