Levantamento do MapBiomas, que estuda mapas anuais da cobertura e do uso da terra brasileira, desde 1985, revelou que ano passado o desmatamento na Amazônia atingiu o menor índice da série histórica. Do total desmatado, 92% foram de terra primária, nativa da Amazônia, enquanto 54 hectares eram de vegetação já modificada por ação humana.


Os dados apontam que a redução do índice nos últimos anos se deve ao fortalecimento e retomada de políticas públicas de prevenção ao desmatamento e proteção à Amazônia. O governo Lula tratou o tema como uma das prioridades, sancionando uma série de ações em prol da proteção do território e das terras raras do Brasil, incluindo medidas de socialização, embargos de áreas de atividade econômica ilegal, enrijecimento de multas ambientais e autuações a crimes ambientais, monitoramento por satélite e ordenamento territorial, entre outras medidas.


Apesar do recorde positivo, a análise do MapBiomas aponta que, entre 1985 e 2025, a Amazônia perdeu pouco mais de 54 milhões de hectares de vegetação, enquanto, no mesmo período, a agropecuária cresceu 440%. Especialistas alertam que o desmatamento é especialmente expressivo em áreas próximas às estradas e aos limites de territórios protegidos.