Dois em cada três brasileiros que seguem religiões afro-brasileiras (cerca de 67%) afirmam já ter sofrido preconceito religioso, segundo pesquisa Religião e Vida Pública no Brasil, realizada pelo ISER (Instituto de Estudos da Religião) em parceria com a Quaest.

Na população geral, 23% dos entrevistados relataram discriminação por motivos religiosos, índice inferior aos registrados por gênero e condição social. Os dados mostram a maior exposição dos praticantes de religiões afro-brasileiras à intolerância religiosa no país.

Os resultados também encontram respaldo nos registros oficiais de denúncias. Segundo dados do Disque Direitos Humanos (Disque 100), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, foram contabilizadas 2.774 denúncias de intolerância religiosa entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Desse total, 476 casos, cerca de 17%, envolveram umbanda, candomblé e outras religiões de matriz africana, número superior ao de outras religiões, como evangélicas, católicas e espíritas.